Saque de Resistência: A luta para manter o tênis de Ceilândia ILUMINADO!

  O que começou com o sonho de um morador cansado de cruzar o Distrito Federal para treinar, transformou-se em um movimento social que desafia o estigma de que o tênis é um esporte de elite. Em Ceilândia, a maior e mais vibrante cidade do DF, o tênis respira por aparelhos — não por falta de talento, mas por um apagão de gestão pública.

Do Deslocamento ao Sucesso: O Nascimento do Projeto

  A história começou com a frustração de um tenista local (e fotógrafo da cidade) que, por anos, foi obrigado a buscar quadras e aulas em outras Regiões Administrativas por falta de espaço e aulas em sua própria casa. Após bater na porta do SESC e de diversos professores sem sucesso, o projeto encontrou eco em Brazlândia. O Professor Cris abraçou a causa e trouxe para Ceilândia aulas com custos acessíveis, democratizando o acesso à raquete. O resultado foi imediato: moradores que nunca haviam segurado uma raquete se juntaram aos veteranos, culminando em um campeonato histórico com mais de 50 inscritos, divididos em três categorias masculinas e uma feminina. O sucesso provou o que muitos duvidavam: Ceilândia quer e sabe jogar tênis.

Tenistas jogam o primeiro Torneio da História da Cidade

O "Gelo" das Autoridades e o Desprezo da CEB

  Enquanto a comunidade se organiza, o Estado se omite. Há 12 meses, a Administração Regional e os atletas protocolam pedidos de reparo na iluminação. A CEB (Companhia Energética de Brasília) ostenta uma marca vergonhosa: um ano ignorando Ordens de Serviço (OS) enquanto os quatro postes da quadra permanecem apagados.


Os quatro postes de iluminação da quadra de Tênis tem status de novela mexicana com muito drama

  O silêncio também vem da esfera política. Os deputados Wellington Luiz, Fred Linhares e Max Maciel, que prometeram agendas para tratar de recursos e da reforma via Novacap, seguem em "modo espera", deixando a comunidade sem uma resposta concreta.

"Parece haver uma barreira invisível. Por que Brazlândia, Riacho Fundo, Asa Sul e outras cidades têm direito ao tênis e Ceilândia não? O tênis na periferia incomoda quem acha que o esporte pertence apenas à burguesia?" questionam os atletas locais.


Tenistas apresentaram suas demandas ao Deputado Federal Fred Linhares
em seu projeto Gabinete de Rua.



Tenistas em reunião com a Administração Regional de Ceilândia,
demandas foram apresentadas.


 Patrimônio Destruído: O Suor que a Chuteira Apagou

  A união dos tenistas foi tão longe que eles mesmos custearam a pintura de duas quadras, sendo que a quadra da praça dos Eucaliptos foi pintada para o torneio. No entanto, jogadores de futebol que vão jogar no campo Society utilizam o espaço para aquecimento com chuteiras de cravo, transformando o investimento da comunidade em poeira e desgaste precoce.


Como ficou a quadra com a pintura feita em Set/2025


Como se encontra pintura atual após 5 meses


O MAPA DO DESCASO: O que precisa mudar AGORA

Para que Ceilândia não perca o talento que o Professor Cris, os atletas e os moradores cultivaram, as autoridades precisam atender aos seguintes pontos:

ILUMINAÇÃO IMEDIATA: Reparo da fiação e reativação dos 4 postes pela CEB (prioridade zero).


A quadra de tênis é a ÚNICA que não tem iluminação adequada


RETIRADA DAS TRAVES: Remoção das traves de futsal que impedem as jogadas em profundidade e causam riscos de colisão e atrapalham as jogadas em profundidade com atletas de nível mais avançado.



SOMBRITES DE PROTEÇÃO: Instalação em volta de todo o alambrado para evitar que as bolinhas saiam da quadra por baixo.

PINTURA TÉCNICA: Nova pintura com tinta LISONDA específica para tênis, com sinalização de proibição de calçados de cravo.

POSTES FIXOS E REDE: Instalação de postes de rede definitivos e seguros para evitar furtos e a necessidade de montagem diária. Os tenistas já fizeram esse trabalho, ajustando a posição correta dos postes, fixando-os permanentemente, mas, bandidos removeram os postes antes mesmo do concreto secar.


Tenistas posicionando e fixando os postes na posição e altura correta,
os postes foram furtados NO MESMO dia da Fixação.

DESTINAÇÃO DE RECURSO: Liberação de emenda parlamentar para a reforma completa via Novacap (Piso, reforma do alambrado).

BANCOS: Para os atletas e alunos terem onde sentar enquanto aguardam, no intervalo dos jogos e terem onde apoiar seus equipamentos.

  Ceilândia não quer mais migrar para outras cidades para ter lazer, como aconteceu no dia 02/03/2026 em que os tenistas chegaram na quadra para baterem bola a quadra estava COMPLETAMENTE APAGADA, para não ficarem sem jogar já que tinham saído de casa acabaram indo para as quadras de Águas Claras. A cidade que produz cultura e riqueza exige o seu lugar ao sol — ou melhor, sob a luz de refletores que funcionem.

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Texto de:
Alan Rones

Alan Rones é Formado em Administração de Empresas, com Registro Profissional em Fotojornalismo e especializações na Fotografia Corporativa e de eventos sociais. 

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